Duvidar não é meramente questionar. Enquanto questionar é apenas criar uma interrogativa,duvidar é indagar se uma teoria pré-estabelecida está certa ou errada. Isso significa dizer que a dúvida não é construtora e sim reformadora do conhecimento. Intrínseca à natureza humana, é ela quem vem promovendo o avanço do conhecimento do homem.
Quando há uma verdade estabelecida , isso costuma incitar nas pessoas a vontade de questioná-la. No momento em que isso ocorre dá-se um debate. É nele que acontece o confronto entre uma nova hipótese e o que postulava o conhecimento até então. O fruto dessa discussão costuma ser uma reformulação da antiga verdade.
Quando não há dúvida acerca de uma noção anteriormente construída, essa noção perpetua-se estanque, inalterada. Assim, o conhecimento não se desenvolve. Além disso, caso essa noção seja falha seus desdobramentos igualmente serão. Supondo que isso ocorresse na medicina, a ausência da dúvida poderia gerar mortes, já que determinada técnica não se renovaria. A ausência da dúvida compromete o conhecimento podendo até gerar consequências nocivas.
Logo, percebe-se a dialética , fruto da dúvida como expressão da melhor maneira de construir o conhecimento. Sem ela não é possível notar erros inerentes a esse processo, e imperceptíveis sem o questionamento. Para conhecer profundamente o que quer que seja é necessária a dúvida, a escultora do conhecimento.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Porque estudar filosofia
Meu objetivo com esse texto é como diz o título, expor alguns argumentos em defesa do estudo de filosofia. Em primeiro lugar creio que seja importante por um motivo que a filosofia compartilha com qualquer área do conhecimento. Aprender filosofia fortalece a bagagem cultural do estudante. É uma parte enorme da história e da construção dos conceitos da sociedade que não pode ser deixada de lado. Além disso, é preciso lembrar que o surgimento da filosofia remete a algo extremamente essencial. A dúvida. O questionamento da realidade então estabelecida. Se não houvesse questionamento estaríamos presos ao paleolítico. É a dúvida, a proposição de hipóteses e novas teorias que nutre a evolução do conhecimento e da tecnologia imprescindíveis à qualidade de vida humana. Devemos instigar os alunos para que perguntem, questionem, discordem, debatam. Só assim poderemos formar indivíduos críticos, essenciais na construção e manutenção de um país mais justo.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Mal Acostumados
Nos acostumamos a poluição,
e ao aquecimento global
Nos acostumamos ao crime,
ao assalto
Nos acostumamos a corrupção,
e à diferença social
Nos acostumamos aos muitos deveres,
e aos poucos direitos
Nos acostumamos à exploração,
e à falta de hospital
Nos acostumamos à esmola,
e à falta de escola
Nos acostumamos ao desmatamento,
e ao preconceito
Nos acostumamos à miséria,
e à falta de respeito
Nos acostumamos aos animais em extinção,
nos acostumamos ao circo sem pão
Nos acostumamos com tudo,
tudo que há de errado no mundo.
e ao aquecimento global
Nos acostumamos ao crime,
ao assalto
Nos acostumamos a corrupção,
e à diferença social
Nos acostumamos aos muitos deveres,
e aos poucos direitos
Nos acostumamos à exploração,
e à falta de hospital
Nos acostumamos à esmola,
e à falta de escola
Nos acostumamos ao desmatamento,
e ao preconceito
Nos acostumamos à miséria,
e à falta de respeito
Nos acostumamos aos animais em extinção,
nos acostumamos ao circo sem pão
Nos acostumamos com tudo,
tudo que há de errado no mundo.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Universo
Universo:
onde está tudo.
Você pensou
algo inovador,
tenha certeza,
está no universo,
o seu pensamento
e também está nele
você.
Sua família,
seu cachorro,
o que sobrou da mata atlântica,
nebulosas, estrelas, galáxias.
Todas as coisas das enciclopédias,
os filmes da Disney,
e da guerra nas estrelas.
Mas o que me intriga é pensar:
o que contem o recipiente disto tudo?
Afinal tudo está no universo, mas...
...e ele onde está?
onde está tudo.
Você pensou
algo inovador,
tenha certeza,
está no universo,
o seu pensamento
e também está nele
você.
Sua família,
seu cachorro,
o que sobrou da mata atlântica,
nebulosas, estrelas, galáxias.
Todas as coisas das enciclopédias,
os filmes da Disney,
e da guerra nas estrelas.
Mas o que me intriga é pensar:
o que contem o recipiente disto tudo?
Afinal tudo está no universo, mas...
...e ele onde está?
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Vingança moral
Todos estão convocados,
para lutar nesta guerra.
Todos nós fomos roubados,
saquearam nossa terra.
Atacaremos nosso inimigo.
Peguem arco e flecha, espadas
destruiremos seu abrigo
Deles não restará mais nada!
Mal sabiam os ladrões
o que por eles esperava.
Seriam atacados por leões,
uma força que não se imaginava.
Na noite planejada
foram ao acampamento.
Para lidar da forma esperada
contra seu maior tormento.
Matem, esses malditos,
enquanto ainda dormem!
Morrerão como cabritos
na faca de um homem.
Não houve resistência,
foi um massacre geral.
Mataram com eficiência,
não restou nenhum mortal.
Os saques recuperados,
tudo volta ao natural.
Os guerreiros saciados,
de sua vingança moral.
para lutar nesta guerra.
Todos nós fomos roubados,
saquearam nossa terra.
Atacaremos nosso inimigo.
Peguem arco e flecha, espadas
destruiremos seu abrigo
Deles não restará mais nada!
Mal sabiam os ladrões
o que por eles esperava.
Seriam atacados por leões,
uma força que não se imaginava.
Na noite planejada
foram ao acampamento.
Para lidar da forma esperada
contra seu maior tormento.
Matem, esses malditos,
enquanto ainda dormem!
Morrerão como cabritos
na faca de um homem.
Não houve resistência,
foi um massacre geral.
Mataram com eficiência,
não restou nenhum mortal.
Os saques recuperados,
tudo volta ao natural.
Os guerreiros saciados,
de sua vingança moral.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Não há fim, há mudança
Os seres humanos sempre tiveram a necessidade de medir todos os objetos da natureza. Tanto na forma quanto na duração. E dessa necessidade que surgiu o conceito de fim. O término é uma ideia que aparece para facilitar as categorizações humanas portanto é artificial.
Se observarmos com atenção o universo podemos concluir sem muito esforço que todos os seus entes são mutáveis. Como já postulado por Heráclito tudo flui,a única constante é a mudança. Quando um animal morre seu corpo decompõe-se e torna-se matéria orgânica que alimenta plantas que alimentarão outros animais. Não há fim há continuidade.
Em corroboração a isso temos o que disse Lavoisier "nada se cria tudo se transforma". Enquanto percebemos que no plano natural não há perda e sim apenas mudança, o mesmo também pode ser constatado no plano conceitual. O conhecimento evolui modifica-se. Progressões numéricas, frutos da pura abstração, são infinitas. Sempre é possível adicionar um novo número,reformulando seu antecessor e produzindo o novo, o diferente.
Dessa forma pode-se tomar todo fim como outro começo, visto que os finais são apenas limites antrópicos para definir e destacar objetos específicos que na verdade são integrantes indissociáveis do todo. Quando algo "termina" transmuta-se metamorfoseia-se, trazendo consigo uma nova fase do ente que o gerou. O futuro é advindo do passado e intimamente relacionado com ele. O fim é o começo diverso, é a expressão da mudança efetuada.
Se observarmos com atenção o universo podemos concluir sem muito esforço que todos os seus entes são mutáveis. Como já postulado por Heráclito tudo flui,a única constante é a mudança. Quando um animal morre seu corpo decompõe-se e torna-se matéria orgânica que alimenta plantas que alimentarão outros animais. Não há fim há continuidade.
Em corroboração a isso temos o que disse Lavoisier "nada se cria tudo se transforma". Enquanto percebemos que no plano natural não há perda e sim apenas mudança, o mesmo também pode ser constatado no plano conceitual. O conhecimento evolui modifica-se. Progressões numéricas, frutos da pura abstração, são infinitas. Sempre é possível adicionar um novo número,reformulando seu antecessor e produzindo o novo, o diferente.
Dessa forma pode-se tomar todo fim como outro começo, visto que os finais são apenas limites antrópicos para definir e destacar objetos específicos que na verdade são integrantes indissociáveis do todo. Quando algo "termina" transmuta-se metamorfoseia-se, trazendo consigo uma nova fase do ente que o gerou. O futuro é advindo do passado e intimamente relacionado com ele. O fim é o começo diverso, é a expressão da mudança efetuada.
domingo, 1 de novembro de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)
